10 de setembro de 2016

Propagandas!

É evidente que qualquer clube profissional de futebol, sobretudo os mais importantes e mediáticos, usam a Comunicação Social, e as ferramentas de comunicação à sua disposição, internas ou externas ao Clube, para fazerem passar a sua estratégia, e os seus interesses circunstanciais.
Agora, está na moda os comentadores afectos ao Sporting virem criticar os comentadores afectos ao Benfica por fazerem parte de uma estratégia colectiva, de índole propagandística, com vista a defender os interesses do Clube da Luz, e a atacar o Sporting, e Jorge Jesus. Embora seja um defensor da liberdade de expressão, acho natural que quem «defende» um Clube no espaço mediático, procure estar alinhado em termos gerais com as orientações e a estratégia do seu Clube.
O ridículo disto tudo, e a fragilidade da acusação dos sportinguistas, reside num ponto: eu vejo um alinhamento muito maior, e um discurso muito mais uniforme, em Dias Ferreira, Eduardo Barroso, Fernando Mendes, Rogério Alves, Paulo Andrade, etc..., do que entre Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva ou João Gobern...
Aliás, a última entrevista de Vieira à TVI foi interessante nesse campo, visto que o presidente do Benfica foi confrontado com perguntas incómodas, vindas de Benfiquistas indefectíveis... Seria isto possível com o presidente do Sporting? Duvido muito!
Muita hipocrisia, pois, nisto tudo!

Rodrigo Marques

9 de setembro de 2016

Excelente exibição, resultado escasso.

A melhor exibição do Benfica na época teve lugar em Arouca.
Perante as ausências dos 3 avançados mais importantes da equipa, o Rui Vitória optou por uma dupla de ataque móvel, capaz de trocas posicionais constantes, e com um raio de acção abrangente.
Esse facto baralhou a estrutura defensiva do Arouca, e esteve na base de uma primeira parte em que o Benfica actuou de forma empolgante, rápida, desenvolta e desinibida, com vagas constantes de ataque, e incontáveis ocasiões de golo desperdiçadas.
O Guedes fez um dos melhores jogos pela equipa principal do Benfica, e o Rafa deu uma dinâmica apreciável ao nosso jogo, mas das 4 ocasiões de golo que teve nos pés, pelo menos uma devia ter aproveitado. Um aspecto a melhorar.
A defesa no geral esteve bem, descontando o lance do golo do Arouca, no qual o Nélson Semedo se esqueceu de atacar a bola, o que contraria toda a acção que um lateral deve ter naquele tipo de lances, na protecção do espaço interior.
O Fejsa impressionante de sempre, na recuperação, e no primeiro passe. Confesso que hoje gostei bastante do jogo do André Horta, com bons pormenores, e uma rotação constante, durante os 90 minutos. O Pizzi alternou bons com maus momentos, mas teve uma entrega inexcedível ao jogo. O mesmo para o Salvio.
Mais uma vez gostei bastante da entrada do Carrillo, que proporcionou duas defesas de alto calibre ao Bracalli. O Samaris deu equilíbrio ao miolo, e permitiu o adiantamento do Horta, para terrenos onde se consegue destacar mais.
No fundo, uma prestação globalmente muito positiva do Benfica, na qual faltou apenas um resultado mais dilatado, e mais de acordo com o que se viu no relvado!
Estamos a sofrer golos com «facilidade», praticamente no único lance em que os adversários vão à nossa baliza!
Um bom ensaio para o interessante duelo europeu de terça feira! Um Benfica a crescer!

Rodrigo Marques

8 de setembro de 2016

José Gomes.

José Gomes é um talento. Um projecto de avançado de área como não tem havido muitos nas últimas décadas, no futebol português.
Dadas as ausências de Jonas, Raúl e Mitroglou, a sua utilização no jogo de amanhã, não é de todo improvável.
Creio que merece a chance. Rafa e Guedes formariam uma dupla móvel, rápida, mas com défice de instinto matador.
O Zé do Golo tem esse instinto bem apurado, ao que junta outras características muito interessantes, como a mobilidade, a suavidade dos seus movimentos, e a classe no trato da bola.
Mesmo tendo pela frente um adversário complicado, eu apostaria no Zé para amanhã! Sem medos!

Rodrigo Marques

4 de setembro de 2016

O profeta!

O Isaías foi claramente dos jogadores que mais me marcaram nos primórdios do meu Benfiquismo militante!
Tomei hoje conhecimento, através da reportagem da SIC, que passa por dificuldades, e que regressou a Portugal.
Aquele pontapé canhão que tanto ajudou o Benfica, em jogos marcantes, como no 3-1 em Highbury ao Arsenal, ou no 6-3 em Alvalade
Oxalá o Benfica lhe dê a mão, não num sentido de caridade e de obrigação, mas porque o Isaías foi dos jogadores que mais e melhor Honraram o Manto Sagrado, e merece ser ajudado numa altura delicada da sua vida.
Acredito que irá dar um pontapé dos seus neste mau momento!

Rodrigo Marques

2 de setembro de 2016

Os custos do excesso.

Conforme tenho referido, uma das minhas grandes interrogações em relação ao actual plantel do Benfica, reside no excesso de opções para determinadas posições, o que obriga a escolhas.
Escolhas essas que podem colocar em causa o sempre sensível equilíbrio de egos dentro do plantel, muitas vezes exageradamente inchados, e todos sedentos por jogar.
Ora, o excesso de opções para determinadas posições, resultou hoje na não inscrição de Zivkovic e de Danilo na Champions. Sobretudo no caso do sérvio, um jogador de enorme talento, por quem o Benfica fez um esforço enorme para o trazer, sendo que a presença na Champions foi certamente um dos aliciantes que levou o jogador a optar pelo Glorioso.
Veremos, pois, como Rui Vitória conseguirá gerir toda esta conjuntura. Esperemos que bem.

1 de setembro de 2016

Um (quase) excelente plantel.

Conhecido o desenho final do plantel do Benfica para a primeira fase da presente época, devo dizer que a qualidade geral é muito boa, conforme aqui fui analisando, com duas pequenas interrogações. A saber:
Tenho elevadas dúvidas acerca da capacidade presente do André Horta, ou de qualquer outro elemento do nosso meio campo, para assegurar uma qualidade similar ao nível do resto da equipa, na tão decisiva posição 8. E sabemos quão importante é o papel deste jogador num meio campo a dois, com a necessidade de ser simultaneamente forte na cobertura defensiva, e na capacidade para levar a equipa para a frente, através da progressão com bola, ou do passe.
Tenho ainda reservas de que haja outro jogador no plantel capaz de render sequer perto do nível a que habitualmente o Jonas se exibe, quer na qualidade com que executa, quer na abrangência das suas movimentações, nas eventuais ausências que ele possa ter.
De resto, muita qualidade na baliza; na defesa idem, com a curiosidade para se perceber que papel caberá ao Luisão; um meio campo defensivo com boas opções, e com toda a segurança transmitida pela continuidade do Fejsa; muitas e boas soluções nas alas (se calhar até demais); e avançados de excelente qualidade. Só as ressalvas que enalteci me impedem de considerar que temos um excelente plantel.
Oxalá sejamos capazes de mostrar em campo a qualidade que vejo no nosso plantel. Temos o melhor quadro de jogadores do país, na minha opinião. O tetra é o grande objectivo, mas um Clube como o nosso tem que pensar igualmente alto nas restantes provas internas, e também na Europa.
Com um ou outro reforço pontual, esta época pode-nos fazer sonhar, também a nível continental!
Carrega Benfica! Dá-me o 36!

Rodrigo Marques

31 de agosto de 2016

Muita sorte, Rafa!

Já aqui transmiti por variadas ocasiões a minha opinião acerca da contratação do Rafa pelo Benfica.
No entanto, a partir de hoje é mais um jogador ao serviço do meu Clube, e portanto desejo-lhe toda a felicidade. Que seja titular se merecer, e que cumpra um trajecto bem sucedido no Glorioso.
Estou curioso para tentar perceber se o Rui Vitória contará com o Rafa para as alas, ou como alternativa ao Jonas, na posição de segundo avançado. Ou até se, eventualmente, poderá fazer ambas as posições, consoante as necessidades, e as opções tácticas.
Veremos, de resto, o que as últimas horas de mercado ditarão em relação ao Benfica. Se sairá algum jogador importante na manobra da equipa, ou se haverá alguma surpresa de última hora em termos de entradas...

Paralelamente ao Benfica, tem sido noticiada com insistência a possível ida do Markovic para o Sporting. Não considero que o jogador em questão fizesse falta ao Benfica, já que actua numa posição sobrelotada do nosso plantel, mas é sempre uma sensação de desconforto quando um jogador que deixou marca no Benfica vai para um rival. Não chega a ser uma «depressão», no sentido sempre relativo do termo, mas é daquelas coisas que preferiamos que não acontecessem...